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Mostrando postagens de outubro, 2017

Praia de Castelhanos

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Praia de Castelhanos Imagem tirada da internet A praia de Castelhanos é a mais extensa do arquipélago com aproximadamente 1,5 km de comprimento. Abrange a maior parte da baía que dá origem ao nome “Baía de Castelhanos”. Uma região de difícil acesso com belezas naturais, a praia, se vista de cima, mostra o formato coração, característica única no mundo todo, o que torna a praia um lugar especial. O acesso pode ser feito por uma trilha ou por mar. O mar agitado com grandes ondas também dificulta o acesso, mas faz a alegria dos surfistas que visitam a região o ano todo, além dos mergulhadores para apreciação do maravilhoso mundo marinho existente no local. História Seu nome teria sido originário dos piratas vindos de Castela, um dos reinos que formaram a Espanha. A localização privilegiada de Castelhanos, distante das vilas coloniais, favorecia a pirataria. Há mais de quatrocentos anos, serviu corsários famosos que fizeram des...

Escravidão em Ilhabela

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Senhor sendo carregado por seus escravos Tela de Jean Baptiste Debret Abominável capítulo da história brasileira. Solução cruel para a falta de braços nas lavouras e para a resistência indígena, o sequestro de africanos para serem escravizados no Brasil teve como marco inicial três lucrativas viagens realizadas pelo corsário inglês William Hawkins entre 1530 e 1532. Estima-se que 3 a 7 milhões de escravos foram trazidos ao país entre 1550 e 1855, gigantesco exército de trabalhadores responsável pelo sucesso dos ciclos brasileiros da cana, do ouro e do café. Até os jesuítas chegaram a ter centenas de escravos. A escravidão em Ilhabela começou com seus colonizadores, Francisco Ortiz enriqueceu com o tráfico de angolanos a partir de 1608. Ao final do século XVII, piratas ingleses e franceses propagaram o triste comércio humano na Ilha de São Sebastião*. A localização e a geografia da Ilha fizeram dela importante porta de entrada clandestina de escravos no Brasil, em esp...

Piratas e Corsários

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Ataque pirata Fonte : Bibliotèque Royale de Belgique Muitas expedições que se arriscavam ao sul no século XVI fundeavam em Ilhabela, importante ponto estratégico da costa brasileira com boas enseadas, víveres, água e lenha. Mas as novas terras portuguesas logo foram infestadas por piratas e contrabandistas, instigados por guerras europeias e sedentos por pau-brasil, índios para escravizar e naus carregadas com riquezas. Expedições guarda-costas portuguesas entre 1516 e 1528 fracassaram e a situação piorou com a descoberta de prata no Peru (1545) e ouro no Brasil (final do séc. XVII) e após 1580 quando Portugal ficou sob domínio espanhol. Em 1617 o Rei Filipe II ordenou a vigilância do litoral por uma guarda costeira, mas  Cartas de Corso  autorizavam os corsários inimigos a pilhar. A Ilha de São Sebastião* foi usada como covil por muitos piratas. Foi nela que em 1591 o legendário corsário  Thomas Cavendish  armou seu ataque às vilas de Santos e São V...

Maria Perpétua - A feiticeira de Ilhabela

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Retrato de Maria Perpétua Fonte: Acervo histórico Retrato de Maria Perpétua com 22 anos de idade Fonte: Acervo histórico A verdadeira história da praia da Feiticeira que os moradores de Ilhabela pouco conhecem. A portuguesa Maria Perpétua Calafate de Souza era casada com o Sr. Antônio José Lisboa de Souza, um oficial militar aposentado muito influente na região. Por seu envolvimento com o ocultismo ficou conhecida pelos moradores da ilha como “Feiticeira”, nome que foi dado a uma das praias de Ilhabela. Ainda hoje, 200 anos depois de sua morte, ela continua assombrando o imaginário dos habitantes da Ilha de São Sebastião. Maria Perpétua nasceu em Portugal, em  1790. Com a morte do primeiro marido, mudou-se para o Brasil e casou-se novamente, instalando-se, em seguida, na Ilha de São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo. Durante sua permanência na ilha, começou a se envolver com o ocultismo e conseguiu acumular uma considerável fortu...

Congada de São Benedito

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Imagem da congada de São Benedito Fonte: Ilhaviva A Congada de São Benedito é considerada a maior e mais antiga tradição cultural artística da cidade e vem resistindo ao longo dos anos, mostrando que o conhecimento das tradições e dos costumes caiçaras faz parte da vida e da história dos moradores. A Congada, realizada em Ilhabela há mais de 200 anos, é uma herança que foi trazida para o arquipélago pelos escravos africanos que aqui aportavam quando ainda se chamava Villa Bella da Princesa. Essa manifestação cultural e religiosa será realizada dentro da XVII Semana da Cultura Caiçara e Congada de São Benedito, instituída por Lei desde o ano 2.000. O evento, iniciado ontem, 18, traz o tradicional Baile dos Congos, Procissão de São Benedito, Missa dos Congos, Ucharia, exposição, palestras, quermesses e shows musicais. São poucos os registros que falam sobre o início do festejo, mas, segundo a arqueóloga e historiadora, Cinthia Bendazzoli, em sua participação no livro Congada d...

História de Ilhabela

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      Conheça um pouco da História de Ilhabela    Pintura de Debret datada de 1827 retrata mercado de escravos e pelourinho em Villa Bella da Princesa Parte das ilhas que integram o arquipélago de Ilhabela já era habitada muito antes da chegada dos primeiros europeus ao Brasil. Pesquisas arqueológicas realizadas pelo Projeto Arqueológico de Ilhabela já identificaram no território do município 14 sítios arqueológicos pré-coloniais, ou seja, locais que foram ocupados por seres humanos antes de 1500. Treze desses sítios – descobertos nas ilhas de São Sebastião, dos Búzios e da Vitória – são o que os especialistas denominam “acampamentos concheiros”; que foram habitados – acredita-se que desde o ano 500 antes de Cristo – por “homens pescadores coletores do litoral”, indígenas assim denominados porque não dominavam a agricultura e nem a produção de cerâmica, vivendo apenas do que encontravam na natureza, especialmente animais marinhos. Um outro sítio ar...