Maria Perpétua - A feiticeira de Ilhabela
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| Retrato de Maria Perpétua com 22 anos de idade Fonte: Acervo histórico |
A verdadeira história da praia da Feiticeira que os moradores de Ilhabela pouco conhecem.
A portuguesa Maria Perpétua Calafate de Souza era casada com o Sr. Antônio José Lisboa de Souza, um oficial militar aposentado muito influente na região. Por seu envolvimento com o ocultismo ficou conhecida pelos moradores da ilha como “Feiticeira”, nome que foi dado a uma das praias de Ilhabela. Ainda hoje, 200 anos depois de sua morte, ela continua assombrando o imaginário dos habitantes da Ilha de São Sebastião.
Maria Perpétua nasceu em Portugal, em 1790. Com a morte do primeiro marido, mudou-se para o Brasil e casou-se novamente, instalando-se, em seguida, na Ilha de São Sebastião, litoral norte do estado de São Paulo.
Durante sua permanência na ilha, começou a se envolver com o ocultismo e conseguiu acumular uma considerável fortuna realizando adivinhações e vendendo poções mágicas para o amor.
Sua fama como feiticeira aumentava cada vez mais, e muitas eram as histórias sobre seus poderes. E isso atraiu forasteiros de todas as partes que iam até a Ilha de São Sebastião em busca de suas previsões.
Incomodados com a situação, os habitantes da ilha, ameaçaram enviar cartas a Portugal, pedindo a prisão e o degredo de Maria Perpétua.
Até que em 1812 ela foi formalmente denunciada como bruxa.
Entre os denunciantes, estava o capitão Domingos, o comerciante de escravos mais importante da região.
Segundo relatos da época, Maria Perpétua teve um desentendimento com Joana, uma das escravas do capitão Domingos, e jurou vingar-se. Coincidentemente, alguns dias depois, Joana adoeceu e, em seguida, veio a falecer. O capitão Domingos, junto com outros moradores, deu queixa ao padre do vilarejo acusando Maria Perpétua de ter feito um feitiço para matar a escrava. O caso foi levado ao conhecimento do governador da capitania de São Paulo e a casa dela foi investigada pelas autoridades. Além de uma orelha humana seca, foi encontrado um livro com dezenas de anotações de mandingas, simpatias e feitiços, dos mais esquisitos que se possam imaginar. Por essa razão, foi presa e levada para a cadeia de São Vicente. Mas, devido sua grande influência na região, ela foi liberada logo em seguida.
Incomodados com a situação, os habitantes da ilha, ameaçaram enviar cartas a Portugal, pedindo a prisão e o degredo de Maria Perpétua.
Até que em 1812 ela foi formalmente denunciada como bruxa.
Entre os denunciantes, estava o capitão Domingos, o comerciante de escravos mais importante da região.
Segundo relatos da época, Maria Perpétua teve um desentendimento com Joana, uma das escravas do capitão Domingos, e jurou vingar-se. Coincidentemente, alguns dias depois, Joana adoeceu e, em seguida, veio a falecer. O capitão Domingos, junto com outros moradores, deu queixa ao padre do vilarejo acusando Maria Perpétua de ter feito um feitiço para matar a escrava. O caso foi levado ao conhecimento do governador da capitania de São Paulo e a casa dela foi investigada pelas autoridades. Além de uma orelha humana seca, foi encontrado um livro com dezenas de anotações de mandingas, simpatias e feitiços, dos mais esquisitos que se possam imaginar. Por essa razão, foi presa e levada para a cadeia de São Vicente. Mas, devido sua grande influência na região, ela foi liberada logo em seguida.
Tempos depois, Maria Perpétua foi denunciada por envenenamento
e por vários outros casos envolvendo bruxaria.
e por vários outros casos envolvendo bruxaria.

Em 22 de outubro de 1817, durante uma briga com o marido, Maria Perpétua levou uma facada e acabou morrendo por hemorragia.
Curiosamente, cinco anos depois de sua morte, o processo contra ela foi reaberto a mando do capitão-mor da Ilha de São Sebastião.
Fonte: Historiadora Caroline Dias / História Hoje Mary Del Priore


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